sábado, 29 de outubro de 2011

Corri os 4 cantos do mundo

Corri os 4 cantos do mundo, contornei as arestas inexistentes, escrevi poemas com o meu próprio sangue, vomitei a minha alma e queimei o meu corpo.
Deparei-me com demónios, fiz amizades, e cometi loucuras, amei quando não havia nada para ser amado, talvez amei-me a mim próprio.
Viajei em Unicórnios e alimentei-me aves, rasgava-lhes as asas e devorava os seus corpos, ainda quentes e com um resto de batimento cardíaco.
Visitei limbos, escuros, negros, com coisas que nem sequer sei o nome, aceitei defeitos e vendi virtudes para comprar almas de companhia, hoje também já se foram, “partimos pela porta, e voamos pelos céus” escreveram elas num papel antes de me deixarem para trás, sozinho.
Hoje não sei quem me faz companhia, não o vejo, só ouço os passos e a respiração, as vezes altera-se, deve ser quando está a sonhar com o mundo de onde veio... Se calhar amanhã leva-me com ele para lá, ou talvez para a semana… É sempre ele que decide quando vamos.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Armazenação

Muros de inconsciência, mal construídos!
Verdadeiros desastres de vidas, interrogações, mas desta vez não reside em mim a dúvida, já não vive em mim aquele ser angustiante de revolta, talvez até um pouco de raiva, já não sou quem julgava ser, mudei de vida, arrumei os meus sentimentos como se arrumasse os mais belos dos guarda roupas, dobrei as paixões de verão e coloquei-as por grau na ultima gaveta, estas, voltarão apenas quando as obliquas chuvas de Outono derem novamente lugar ao Sol de Verão.